
A Odisseia · 2026 · Aventura, Ação, Fantasia
Grandes câmeras vem Grandes responsabilidades
Por
Ademar jrCrítico da Casa
Assistido no cinema · sessão em 2026-07-29 · IMAX
A Odisseia de Christopher Nolan é uma obra monumental. Câmeras gigantes, nomes gigantes e uma ambição que faz até gigantes saírem da toca. Adaptar um poema tão antigo para o cinema é sempre um desafio, mas Nolan encontra um equilíbrio entre o lúdico e o épico.
O início, porém, me deixou a desejar. É excessivamente expositivo, não que isso seja um problema em narrativas complexas, mas o modo como é feito soa exagerado e me tirou um pouco da imersão. Passado esse começo, a aventura engrena de forma impressionante com uma fotografia deslumbrante, trilha grandiosa de Ludwig Göransson, e um compromisso com efeitos práticos que enriquece cada cena. Esse cuidado gera momentos realmente memoráveis, especialmente nas sequências com o ciclope e com a feiticeira, ambas surpreendentes.
Apesar do espetáculo visual e sonoro, o roteiro tropeça no uso do elenco. Há personagens que não justificam a presença de atores tão famosos e acabam subutilizados. O ponto mais fraco, para mim, é o tratamento dado à Penélope de Anne Hathaway, uma personagem cheia de camadas que poderia render muito mais, mas fica reduzida ao papel de esposa devota. Em contraste, Samantha Morton faz mágica com pouco tempo de tela, entregando um grotesco belíssimo.
É um filme que certamente aparecerá em várias categorias do Oscar e que vale, e muito, ser visto em IMAX.
A sala
- Som
- Projeção
- Conforto
- Limpeza
- Atendimento
- Temperatura
- Público
- Experiência geral
