
Resident Evil · 2026 · Aventura, Terror, Thriller, Ficção científica
Entre a Fidelidade e a Reinvenção
SurpresaPor
Ademar jrCrítico da Casa
Assistido no cinema · sessão em 2026-09-30 · IMAX
Nota da casa × mundo
Poltrona12 (a casa)
4,0/5
TMDb73
Rotten Tomatoes96
Sempre que lemos o nome Resident Evil, já criamos uma expectativa sobre o que iremos assistir. Se você ainda joga ou já jogou os jogos, sabe que as histórias são promissoras. E, ainda por cima, tendo o nome de Zach Cregger, diretor de Barbarian e Weapons, envolvido no projeto, é impossível não ficar curioso para ver o que nos espera.
O filme acompanha Bryan, um entregador de produtos. Porém, uma de suas entregas acaba levando-o para o meio de uma campanha que já parece estar em andamento, como se tivéssemos entrado em um jogo na metade da história. Pelo menos essa foi a sensação que tive.
A trama consegue entregar muitos elementos dos jogos e, sinceramente, eu me senti mais participando e jogando um Resident Evil neste filme do que em qualquer outra adaptação da franquia para os cinemas. Porém, ao mesmo tempo, a história não é exatamente Resident Evil, o que certamente pode desagradar parte dos fãs mais hardcore.
Como sempre, Zach Cregger imprime sua identidade ao filme de forma brilhante. Não conseguimos respirar por muito tempo, e há sempre um flerte com o absurdo e o cômico que, paradoxalmente, torna a situação ainda mais realista. Desde contar as balas da arma até tentar arrebentar um portão usando um carro, são situações que qualquer pessoa sem experiência provavelmente tentaria fazer.
Sem contar o excelente terror presente no filme. Dos jumpscares cirúrgicos aos momentos prolongados de tensão, Cregger demonstra mais uma vez um grande domínio do gênero. O ingrediente que ele acerta em cheio é fazer com que o protagonista pareça uma pessoa real, tomando decisões plausíveis e humanas, como se fôssemos nós participando daquela situação. E isso acontece durante o filme inteiro.
O filme poderia ter outro nome? Com certeza. Porém, as referências aos jogos são excelentes. Existem muitos easter eggs, e boa parte do roteiro segue uma progressão muito semelhante à dos games, algo que é utilizado como ouro pela narrativa.
Acredito que o único ponto negativo, embora seja difícil até classificá-lo como algo realmente negativo, seja o final. O filme passa quase toda a sua duração construindo e desenvolvendo um terreno muito sólido, mas parte desse desenvolvimento acaba sendo deixada de lado apenas para alcançar um clímax que me pareceu desnecessário. O clímax em si é bom, mas, depois de tudo o que o filme já havia entregado, ele destoa do restante da obra e transmite a sensação de que poderia ter sido melhor lapidado. Entendo perfeitamente a ideia que o diretor quis passar, mas não concordei com a forma como ela foi executada.
Dito isso, trata-se de mais um filme incrível de Zach Cregger, que acertou em cheio ao escalar Austin Abrams como protagonista. O ator entrega alguns dos gritos de desespero mais sinceros e convincentes que vi nos últimos tempos.
A sala
- Som
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- Experiência geral
